Textos


Comigo ninguém pode!



“I can’t take my eyes of you”

‘Tava vendo Closer. Música de abertura and The End. Vi este filme algumas vezes. Hábito adquirido durante a Faculdade de Letras*. Aprendi que nem tudo pode ser visto uma única vez. Meu único Dez em literatura brasileira foi na análise temática de “Iracema”. Li o livro dez vezes. Indução de professores. Mas é assim que se aprende. É assim que se percebe os diversos prismas de uma mesma história. Tem gente que diz: “Ah, já vi este filme.” Viu, é verdade, mas não entrou nele. Um livro precisa ser lido milhares de vezes, pela manhã, a tarde, a noite, feliz, infeliz, etc, etc, etc, para se apreender sua essência. A compreensão de um fato depende muito também do seu estado de espírito. Vi O Último dos Mohicanos dezenas de vezes, e cada vez o acho mais belo. Li o Conde de Monte Cristo centenas de vezes – esta é a mais bela história de vingança de todos os tempos. É, a vingança também é assim. Tem que ser degustada, saboreada, estudada e somente então ser colocada em prática.
“I can’t take my eyes of you.”
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Sem praia, peixe, ou internet

O cara está na praia, mas ao meio dia é obrigado a voltar para casa. Bem que queria aquele peixinho e a cervejinha – bem, talvez cervejinha não, outra coisa um pouquinho mais forte, mais âmbar, mas teve que voltar para casa.
Enquanto patroa faz a gororoba que não tem nada de peixinho, que o cara tanto adora, ele perambula pela casa. Tenta a Internet. Sem acesso. Tenta de novo, e nada. Meio dia e meia e não consegue dar “aquela espiadinha básica” na Net. O que está acontecendo com o raios deste serviço de banda larga que anda falhando tanto? Tenta de novo e nada! O jeito é ligar, ficar um tempão na fila, ser atendido por alguém com má vontade, esperar mais um pouco e então ter sua conexão restabelecida. Quando finalmente consegue se conectar, a mulher chama p’ra comer a gororoba. E lá se vai sua diversão preferida – ler escritos proibidos – p’ro espaço. Este é o preço que tem que pagar por Dez anos de vida “tranqüila”.
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Animal doméstico

Não tem carro. Não tem telefone. Não tem celular. Não tem horas. Não tem liberdade. Vai pela coleira pela mão do dono. Só transa quando ele permite. Só come o que ele dá. Sem vontade própria. Sem vontade. Domesticado, preso prisioneiro. Não pensa mais, e se pensa, mantém no mais recôndito da mente. Sorri quando mandam. Fala quando mandam. Olha, se mandam. Mas em compensação tem afagos quando faz uma gracinha. Pobre homem domesticado – perdeu sua identidade.
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Ah, o Comigo Ninguém Pode? É só uma plantinha. Magia de noite de Lua Cheia. Macho e fêmea, e cristais, terra e alguns segredinhos de Bruxa. Uma vez já deu certo. Será que dará novamente? É esperar pra ver.
Lembrando – Comigo ninguém podem tem um veneno em sua seiva – Estricnina. Poderosíssimo. 


* Letras, Economia e Administração
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 06/12/2007
Alterado em 20/12/2007
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